“ - De todos os presentes da natureza para a raça humana, o que é mais doce para o homem do que as crianças?”(Ernest Hemingway)
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terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

O Nosso Blog


Olá!! Muito bem-vindos ao nosso blog.
Nós somos três alunas da Universidade da Madeira, frequentadoras do 3º ano da licenciatura em Educaçao Básica, que estamos a dar os primeiros passos quer na nossa formação quer no desenvolvimento de actividades como esta que nos foi pedida.
No âmbito da cadeira de IPP V, leccionada pela docente Guida Mendes, foi nos proposto a construcção deste blog.
Nós acreditamos que foi seu objectivo principal que adquirissemos algumas cmpetencias ao nível desta temática, que adquirissemos técnicas de busca, de organização de informação e, sobretudo, de partilha.
É pretendido que incluamos neste blog o relato descritivo e crítico sobre a actividade prática que foi desenvolvida por nós, no dia 2 de Dezembro de 2009, no Infantário D. LÍVIA NOSOLINI.
Queremos salientar que nos esforcamos o máximo para que tudo corresse pelo melhor, já que é grande o nosso querer pela profissão, pelas crianças e por tudo o que esta relacionada ou que de alguma forma diz respeito a estas.

Caracterização dos Pais



Com base nos dados fornecidos pelas educadoras da sala amarela, pudemos constactar as seguintes situaçoes, relativamente aos pais e às crianças:


Habitação dos Pais e das Crianças

Gráfico 1


Este gráfico corresponde ao tipo de habitação em maior relevo. Verifica-se assim que o tipo de habitação mais comum é a casa e o apartamento com uma maior percentagem, correspondendo a 47,37%. Desta forma, constata-se que existe uma igual percentagem de pais que residem tanto em casas, como em apartamentos. Existindo apenas uma pequena faixa correspondente ao patronato, rodando apenas os 5, 26%.




Idades dos Pais



Gráfico 2


Este gráfico mostra-nos entre que idades se encontram os pais das crianças da sala amarela, verificando-se que estas variam de forma bem significativa.
Analisando este gráfico verificamos que as idades situam-se entre os 22 anos e os 60 anos para o sexo feminino, e entre os 28 anos e os 48 anos o sexo masculino. Verifica-se deste modo que a idade mais alta é a de uma pessoa do sexo feminino.
Verificamos que existe uma grande percentagem de mães com 36 e de pais 40 anos. As restantes idades dos pais das crianças encontram-se distribuídas de igual forma pelas demais idades.



Agregado familiar a Residir com as Crianças



Gráfico 3


Com este gráfico é possível verificar, através da análise da parte esverdeada, que a maior parte das crianças tem um agregado familiar constituído por quatro pessoas.
Logo a seguir em maior número, mediante a observação da parte avermelhada, é possível verificar que as crianças vivem com três pessoas.
O resto das crianças têm um agregado familiar que varia entre duas, cinco, seis ou até nove pessoas.


Freguesias em que as Crianças residem




Gráfico 4

O gráfico corresponde às freguesias em que as crianças da sala amarela, do infantário Livia Nossolini, residem. Este mostra em que zona reside o maior número de crianças, sendo que, como é possível observar através do gráfico, pela parte azulada, 66,67% das crianças reside na freguesia de Santa Maria Maior. Uma segunda parcela, correspondente a zona azulada mais clara, correspondente a uma percentagem mais baixa do que a primeira, precisamente 11,11% contém crianças da zona de Santo António. As restantes parcelas, como é evidente, com uma percentagem mais baixa, de zonas um pouco mais distanciadas. Contudo é de referir que possuem a mesma percentagem de crianças, ou seja, 5,56% nas restantes freguesias. Naturalmente, existe uma maior percentagem de crianças residentes em Santa Maria Maior, visto o infantário se situar nessa mesma zona.


Situação Profissional dos Pais



Gráfico 5


O gráfico demonstra a situação profissional dos pais, sendo esta bastante diversificada.
Reparamos que muitas mães encontravam-se desempregadas, sendo a profissão doméstica a segunda persistente.
Já para o sexo masculino observe-se que é de maior relevo a profissão de vigilante, de pedreiro e de engenheiro, encontrando-se os outros pais com profissões variadas e bem distintas entre si.
Saliente-se que não existem profissões comuns para o sexo feminino e para o masculino, sendo estas bem divergentes.



Habilitações literárias dos Pais


Gráfico 6


Através deste gráfico é possível compreender que as habilitações literárias dos pais das crianças, variam entre a 4º classe e o mestrado.
Contudo, o mais frequente é que os pais tenham entre o 9ºano e a licenciatura. Há um pai que tem mestrado, mas não se encontrou nenhuma mãe que também o tivesse. Apesar deste facto se ter verificado, percebemos que, em relação aos pais, há mais mães com o 12ºano de escolaridade e com a licenciatura. Estas têm, geralmente, níveis mais elevados de escolaridade.

sábado, 2 de Janeiro de 2010

Educar

A tarefa de educar é um trabalho complexo que ocorre todos os dias, é um trabalho humilde que lenta e pacientemente vai rasgando caminhos e conduzindo ao desenvolvimento das pessoas que constituirão e serão o futuro.
Educar passa, desta forma, por proporcionar igualdade de oportunidades educativas a todas as crianças, fornecendo experiências activas e diversificadas que permitam que ocorra o desenvolvimento do saber fazer, do saber estar, do saber ser e do saber viver com os outros, preparando-as para a vida na sociedade. O desafio fundamental da educação insisti, desta forma, na formação de crianças e de jovens, enquanto pessoas bem desenvolvidas no âmbito do físico, do intelecto, do cognitivo, do emocional e do social.
Pelo que já foi dito e por termos noção da importância que o nosso futuro trabalho irá desempenhar na vida dos mais novos, apercebemo-nos o quanto a nossa formação constitui um aspecto fundamental. Ao longo destes três anos de curso, a cadeira de IPP, tem nos proporcionado variados conhecimentos que terão um papel fundamental na nossa futura e tão desejada profissão, nomeadamente no que concerne a competências teóricas, metodologias e práticas, dando-nos as ferramentas principais para uma prática profissional futura de qualidade.
A cadeira e o curso em si, tem nos feito perceber, de uma forma bem mais geral, que é fundamentalmente a acção consciente dos educadores que permite que as crianças desenvolvam as suas aptidões físicas e intelectuais bem como os seus sentimentos sociais, estéticos e morais, tendo um papel que é impossível esquecer na missão de construção do Homem.

Ser criança...

Ser criança é ser;
papoila ao vento,
gaivota no firmamento.
É ser sol a brilhar,
é céu, é mar.
Ser criança é poder
correr, saltar.
É percorrer o mundo
de lés-a-lés,
é andar em bicos-de-pés.
É ter esperança,
que acabem as mutilações,
as violações,
a fome,
a guerra e a dor.
Ser criança é o sorriso,
que fala de paz,
que fala de amor.
Ser criança é ser grande!
É ser maior.

Maria do Céu Costa

http://2dedosprosaepoesia.blogs.sapo.pt/arquivo/650082.html

A Equipa da Sala Amarela

A equipa da sala amarela é constituída por duas educadoras de infância e três assistentes operacionais com o seguinte horário:

Educadora Susana: 8h – 13h rotativo/semanal
Educadora Ivone: 13h30m – 18h30m
É de acrescentar que só no dia de apresentação da Instituição e no dia de actividade é que estivemos em contacto com a educadora Ivone. A educadora Susana mostrou-se ser uma pessoa
calma, sociável, meiga com as crianças, pontual e dedicada.

Ass. Op. Helena: 8h30m – 13h / 14h30m – 17h
Ass. Op. 10h – 13h30m / 15h – 18h30m
Ass. Op. 9h – 12h30m / 14h- 17h30m

Localização


O Infantário D. LÍVIA NOSOLINI encontra-se situado na Rua Aspirante Mota Freitas, nº14, Freguesia de Santa Maria Maior, sendo esta considerada uma zona semi-urbana. A respectiva freguesia foi criada em 1577, sendo designada pela Zona Velha da Cidade, cujo ambiente aspira elementos históricos da cidade funchalense.
fig.1 Localização do inf D.Lívia Nosolini
Esta foi uma das primeiras freguesias a ser criadas na região, após 1425, dando início ao povoamento da ilha.
Actualmente, a freguesia dispõe de várias unidades hoteleiras e restauração de comida típica da região.
Dispõe igualmente do Museu da Electricidade, o Madeira Story Center, bem como o Museu de Arte Contemporânea do Forte de São Tiago. Paralelamente, podemos ainda encontrar um teleférico que faz a ligação entre esta zona e a freguesia do Monte, bem como o conhecido Mercado dos Lavradores.
O Infantário está localizado próximo a Escola Secundária Jaime Moniz, como também o Infantário dos Louros. Pudemos afirmar que está implantado numa zona residencial, sossegada e de fácil acesso.

www. madeirarural.com/pt/freguesia-santa-maria-maior/

As crianças da sala amarela

As crianças da sala amarela, como quase todas as crianças, eram extremamente curiosas e atentas.
Gostavam de brincar, da companhia dos outros e de partilhar. Recriavam nas suas brincadeiras várias profissões, animais e a vida familiar. Os meninos adoravam brincar com os carrinhos, dando vida e velocidade a estes, as meninas, por sua vez, queriam sobretudo cozinhar e falar ao telefone. Paulo Freire refere que as brincadeiras têm grande importância no período da infância, já que com alegria e prazer, as aprendizagens ocorrem de uma forma mais útil e proveitosa.
Adoravam também ouvir histórias, recontá-las e cantar. Notou-se, de igual forma, que as crianças já entendiam quase tudo o que era dito, contudo, expressavam-se mediante frases simples.
A educadora alertou-nos, da mesma forma, para o facto das actividades preferidas das crianças serem as actividades relacionadas com a expressão plástica: o desenhar, o pintar, o rasgar e o colar. Ainda não utilizavam a tesoura, mas de resto já faziam um pouco de tudo. Ja conheciam os números e as cores primárias
É característica de todas a crianças, segundo Piaget, no estágio pré-operatório, atitudes um pouco egocêntricas. Contudo, não observamos muito isto na sala amarela. Surgiram apenas pequenos conflitos que de imediato, a educadora procurava resolver. Estas birras não duravam muito tempo.

Alimentação

Comer bem, Crescer Saudável!
Os infantários, sobretudo, desempenham, entre várias outros já mencionados, um papel essencial no que diz respeito à necessidade de uma alimentação correcta e bem saudável por parte das crianças. É importante não esquecer que o infantário é encarado como um dos agentes mais importantes na educação alimentar.
Saliente-se que é extremamente fundamental que a aprendizagem dos hábitos de alimentação saudável se inicie logo nos primeiros anos de vida. É com este objectivo que a Secretaria Regional de Educação, através da Direcção Regional de Planeamento e Recursos Educativos desenvolve vários trabalhos nesta área, em prol de um serviço de alimentação saudável e de qualidade em todos os Estabelecimentos de Infância e Escolas Básicas de 1º Ciclo da RAM.
O rápido desenvolvimento físico e intelectual da criança tem que ser devidamente compensado com uma alimentação rica, variada e equilibrada. Não obstante pesarem muito menos que os adultos, as crianças têm uma maior necessidade de nutrientes e de calorias na sua alimentação. Uma criança bem alimentada cresce mais depressa e adquire com naturalidade as defesas necessárias para combater a doença e as infecções.
A alimentação das crianças pequenas é muito importante, porque influencia, tal como já foi referido, o seu amadurecimento físico e psicológico. Torna-se indispensável porporcionar um equilíbrio nutricional às refeições e ter-se mais cuidado com a preparação e conservação dos alimentos.
No Infantário D. LÍVIA NOSOLINI reparamos que as horas das refeições constituíam momentos de socialização entre as crianças das várias salas e as respectivas educadoras. Era fomentado um ambiente de harmonia e de prazer e não um momento de intranquilidade para as crianças e para os demais.
A todos os instantes, era promovido o gosto por uma alimentação saudável. As educadoras elogiavam os alimentos e incentivam as crianças, constituindo esta atitude um primeiro passo para o culto de uma alimentação saudável. Neste sentido, as educadoras forneciam diversas informações sobre a necessidade de uma alimentação saudável, estimulando as crianças para esta temática, através da elaboração de materiais e de experiências originais de educação alimentar.
As crianças além de manifestarem já preferência por alguns alimentos, dominavam o uso dos talheres e tinham uma postura correcta à mesa. Torna-se importante ainda sublinhar que em todas as mesas do refeitório o nome de cada criança permanecia visível, de modo a que estas pudessem saber sempre onde é o seu correcto lugar.
Durante a hora das refeições a educadora permanecia activa, servindo as crianças, fornecendo primeiramente a fruta devidamente cortada e depois o pão, sendo este facultativo. Nestes casos, era dado pequenas proporções de fruta em que podiam repetir se quisessem, impedido assim o desperdício dos alimentos. O volume de alimentos consumidos era pequeno, devido a capacidade do estômago ser limitada sobretudo até aos 5 anos de idade.
O Infantário dispõe de uma cozinha e de um refeitório completamente equipados e com pessoal especializado na confecção dos alimentos, contudo, as refeições deste estabelecimento são fornecidas por uma empresa, a qual não tivemos acesso à sua identificação. é de acrescentar que as refeições disponibilizadas têm em especial atenção as necessidades nutricionais das várias faixas etárias que constituem o respectivo Infantário.

Higiene e Cuidados Corporais


A conservação das condições de higiene de cada criança, além de evitar a presença de doenças, contribui para que estas se sintam mais confortáveis e bem-dispostas na realização das actividades diárias. A higiene tem implicações sociais, pois as crianças podem se sentir aceites ou rejeitadas, por uma boa ou deficiente higiene.
No Infantário, isto segundo as nossas observações, reparamos que as educadoras prendiam-se com hábitos e regras de higiene e cuidados pessoais, envolvendo-se nas rotinas diárias das crianças, estimulando-as para o conhecimento e práticas das mesmas. Estas encaminhavam as crianças para lavar e secar as mãos sempre que sujas, antes e após as refeições e depois de irem à casa de banho. Neste caso, trata-se de um método que, além do mais, não exige nenhum equipamento especial ou qualquer treino. Mas, é suficientemente poderoso para nos livrar dos germes perigosos, sendo uma atitude fundamental, numa altura que tanto se debate sobre doenças, nomeadamente a gripe A.
Quanto aos espaços de higiene corporal, reparamos que eram de fácil acesso para usar e limpar. Estes, eram coloridos e convidativos, fazendo com que as crianças se sentissem à vontade. Contudo, e apesar de estarem junto à sala de actividades, a sua localização não permitia que as educadoras conseguissem manter o contacto visual com as restantes crianças. A área era grande, as sanitas eram baixas, o papel higiénico permanecia ao alcance das crianças. Os lavatórios também eram baixos, permitindo às crianças abrir e fechar a torneira com facilidade.
Foi-nos dito, de igual forma, relativamente à roupa de cama de cada criança, que é mudada semanalmente ou sempre que necessário. Estas, permaneciam limpas e desinfectadas e nunca eram utilizadas por outra criança sem antes ser lavada.
Relativamente aos cuidados de higiene realizados pelos restantes funcionários da Instituição é fundamental salientar que estes também são fundamentais para a boa saúde das crianças, sendo fundamentais para a prevenção da propagação de variadas doenças. Reparamos que as funcionárias possuiam formação adequada, nomeadamente a nível da lavagem das mãos, dos utensílios, estando alertas para os benefícios por detras da utilização de vestuário e calçado adequado e confortável. Não nos podemos esquecer o quanto é importante “proporcionar à criança ocasiões de bem-estar e segurança nomeadamente no âmbito da saúde individual e colectiva”. (Orientações Curriculares para a educação Pré-escolar p.15-16)

Planificação da Actividade



Sempre que nos preparamos para realizar uma actividade, mais ou menos complexa, tendo em vista alcançar determinadas metas, torna-se importante fazer uma previsão da acção a ser realizada. Esta provisão servirá como um vector que orienta a acção. No que se refere ao domínio da educação, esta necessidade tem vindo a torna-se cada vez mais importante. Planificam-se os conteúdos a trabalhar com as crianças, planificam-se as unidades temáticas, as actividades, ou melhor, tudo o que possa envolver a criança e a equipa de trabalho.
Ao iniciar uma actividade, é importante que o educador tenha uma perspectiva abrangente sobre o processo de ensino-aprendizagem a desenvolver com as crianças, tanto no que diz respeito especificamente à sua atitude como educador, bem como à a acção dos vários intervenientes educativos como um todo na acção educativa. Para tal, antes do início da actividade propriamente dita, a preocupação do educador deve consistir em delimitar globalmente a acção a ser empreendida com as crianças, isto é, em elaborar a planificação.
É necessário que os educadores planifiquem correctamente as actividades que vão elaborar com os seus educandos, de maneira a que a aprendizagem seja bem assimilada tendo para isso, instrumentos de planificação e regulação pedagógica (projecto educativo, projecto pedagógico e plano de actividades) que os ajudem nessa tarefa sendo estes, explicados e exemplificados neste nosso trabalho.
No entanto é necessário salientar que o facto de se elaborar um plano é tão importante quanto é importante ser-se capaz de o pôr de lado. Uma actividade deve ser viva e dinâmica, onde a intriga complexa de inter-relações humanas, a diversidade de interesses e características das crianças, não pode ser apenas um imitação do que está no papel. Mas, isto não significa, de modo algum, que se deva perder o fio condutor que existe numa planificação. Significa é que a planificação não pode ser rígida, mas sim flexível ao ponto de permitir ao educador inserir novos elementos, mudar de rumo, se o exigirem as necessidades e/ou interesses do momento.

Gripe A

A “gripe A” também conhecida como “vírus H1N1”, é um novo subtipo de gripe que apareceu recentemente, e que afecta rapidamente e gravemente os seres humanos. Este novo subtipo apresenta uma combinação de várias gripes, como a aviaria e a suína, mas numa forma nunca antes vista.
Actualmente existem em todas as escolas medidas de prevenção contra a gripe A, que vão desde medidas de higiene pessoais até outras mais gerais relacionadas com o próprio ambiente escolar, que evitam o contágio tão rápido da doença. Cabe aos educadores e professores ensinar aos alunos, as regras de uma protecção contra um vírus capaz de matar.
No Infantário D. LÍVIA NOSOLINI havia uma ‘sala de isolamento’ para casos de gripe A. Subsistia medidas de higiene pessoal como cobrir a boca e o nariz aquando a tosse ou os espirros; a obrigação frequente da lavagem das mãos das crianças e de todos os membros da Instituição e a lavagem, de igual forma frequente, de todos os materiais após a sua utilização. Falaram-nos ainda da necessidade de um arejamento mais frequente da sala.

Com as visitas ao Infantário constatou-se que a lavagem das mãos era a medida mais frequente e supervisionada. Após cada actividade, não só as crianças lavavam as mãos, como também os materiais eram arrumados e guardados de forma a serem limpos e poderem ser utilizados novamente sem risco de contaminação.
Verificamos que embora houvesse pelo Infantário medidas de prevenção contra a gripe A, este assunto e as próprias medidas de prevenção não eram muito discutidas com as crianças. Na nossa opinião achamos ser necessário alertar as crianças para estas questões, reforçando o quão importante é a prevenção. Sendo esta gripe o novo mal dos nossos tempos, deveria ser introduzido actividades relacionadas com esta temática, mostrando às crianças as melhores formas de se prevenirem.

Estas medidas não bastam. É preciso dialogar com as crianças sobre muitas outras medidas que apesar de necessárias e fundamentais não são, a maior parte das vezes, suficientemente valorizadas como capazes de evitar um possível contágio. Uma constante preocupação de higiene e seguir medidas de prevenção diariamente é uma mais-valia para proporciona-se às crianças uma melhor segurança, contribuindo para a formação de um local bem mais seguro e saudável.

Necessidades educativas especiais

A criança tem necessidades educativas especiais quando a sua "imperfeição" física ou psicológica não lhe permite atingir, da mesma forma que os outros, aquilo que lhes é ensinado normalmente . Esta desvia-se da criança normal em aspectos mentais, sensoriais, corporais, de comunicação, ou entre outros, necessitando de um complemento educativo adicional e diferente capaz de promover o seu desenvolvimento e a sua aprendizagem.
No Infantário D. LÍVIA NOSOLINI, mais concretamente na sala amarela, conhecemos uma criança com necessidades educativas especiais. Este caso requeria, como qualquer outro caso, um maior esforço e trabalho por parte das educadoras, uma modificação das suas práticas escolares, o que não verificamos durante as nossas visitas ao Infantário.
Constatou-se que esta criança era um pouco desvalorizada, pois era pouco solicitada para trabalhos de grupo ou brincadeiras, pela sua falta de destreza e pelo seu comportamento inquieto. Esta indiferença impede que a criança desenvolva, d amelhor forma, as suas aptidões. Pedagogicamente deve o educador proporcionar à criança em questão, uma integração no quotidiano da instituição, promovendo o seu desenvolvimento de acordo com o seu próprio nível e em cooperação com os outros. Saliente-se que este menino usufruía da ajuda de uma professora da educação especial, que realizava com este algumas actividades de enriquecimento no seu desenvolvimento.
O errado, que nós achamos, foi que na sala de actividades, a criança era muitas vezes excluída do restante grupo no que diz respeito à elaboração das actividades, por ser inquieta e ‘afoita’. O que não deveria ser, pois como podemos observar, as restantes crianças se relacionavam bem com esta.
Incluímos a criança perfeitamente na nossa actividade, fomentando-a para o espírito natalício, proporcionando diversas actividades em conjunto com os seus colegas. A criança era muito atenciosa, disponível e curiosa. Verificamos durante a nossa actividade que esta criança gostava de participar, de ser chamada para realizar as tarefas, tal como todos os seus colegas.
É importante acrescentar que as todas as crianças lidavam bem e de forma, quase natural, com este menino. Era possível observar uma relação de amizade, de afecto entre todos os da sala.
Relativamente ao papel das educadoras acreditamos ser necessário que estas desenvolvam estratégias mais adequadas para com esta criança, reciando estas sobre a planificação das actividades, o ambiente, escolha de materiais e dos tespectivos equipamentos da sala. A abordagem deste problema deveria ser algo em permanentemente discussão no Infantário, de forma a que podessem perceber o que é possível fazer para que as crianças com dificuldades tenham as mesmas oportunidades educacionais.

Descrição do Infantário

Falando propriamente do Infantário, é de acrescentar que este possui um espaço relativamente amplo, tanto externo como interno. É um pouco escondido, mas bonito devido aos desenhos que possui, sobretudo, nas paredes exteriores. Antigamente, como foi-nos dito, o infantário era revestido por paredes brancas, não continha ambientes propícios, estimulantes e ricos para as crianças. Actualmente, o caso já muda de figura.
Contém cinco salas, uma delas, devido à falta de crianças foi fechada e agora funciona como sala de isolamento para possíveis casos de gripe A. Estas estão coloridas de acordo com o nome da sala, por exemplo a sala amarela está maioritariamente decorada com a cor amarela. As salas contêm diversos desenhos das crianças e enfeites característicos da época festiva.
O Infantário possui também um ginásio, não muito grande, um refeitório e dois espaços de recreio. Nos recreios verificamos que não existem baloiços, relva, balancés, etc., para as crianças, apenas num dos espaços de recreio é que se encontra um escorrega. As crianças não têm o prazer de ter um parque para si. Contudo, foi possível verificar e observar o gosto pelas suas brincadeiras de recreio, em que interagim com os seus companheiros de sala e com os meninos de outras salas com muita alegria.
Espaços aceitáveis; salas espaçosas, bem organizadas e limpas; paredes coloridas e cheias de trabalhos e de "verdadeiras obras de arte", são as principais características do Infantário D. LÍVIA NOSOLINI que se constitui como um espaço estimulante para todas as crianças.

O Natal

Durante a nossa actividade decidimos “trabalhar” o Natal, devido à proximidade da época e devido à grande importância e interesse que esta temática desperta nas crianças.
O Natal para as crianças tem particular relevo e importância. Estas esperam ansiosamente pela noite em que recebem os presentes, em que, segundo a tradição da maior parte das famílias, é o “Pai Natal” quem os entrega, pedindo unicamente em troca que as crianças tenham, ao longo do ano, um bom comportamento.
Procuramos que as crianças compreendessem que o Natal representa acima de tudo a comemoração do nascimento do menino Jesus, devendo ser uma época de enorme alegria e de confraternização em que o mais importante é apreciar o momento em que toda a família se reúne.
Tentamos, paralelamente, explicar que o espírito de Natal está relacionada com o amor, com a amizade e com a partilha, e não só com a quantidade de prendas que temos debaixo do nosso pinheirinho. Alertamos para a necessidade de ajudar os que mais precisam, nem que seja através de um sorriso, de um beijo, de um abraço, um pedaço de pão ou dando os brinquedos que já não queremos, de forma a que todas as pessoas possam ter um presente à sua espera.
Explicamos, simultaneamente, a importância de seremos bons, correctos, solidários, justos, autênticos e de perdoarmos uns aos outros, uma vez que os valores adquiridos na infância são os que carregamos durante toda a nossa vida.
Através da nossa actividade, as crianças puderam envolver-se e participar na decorações natalícias da sala de actividades, procurando explicar que até mesmo em relação aos presentes não é o valor monetário que mais interessa, mas sim a intenção e tudo o que é feito com dedicação, gosto e carinho.

Descrição da sala, espaço e materiais


É preciso alertar que qualquer espaço ou material presente em qualquer Infantário precisa de ser mantido limpos e arrumado de forma funcional, de modo a que as crianças possam aceder a todos eles.
No infantário D. LÍVIA NOSOLINI, tal como já foi referido, o espaço é amplo, organizado e bem arrumado, as crianças têm espaço para as suas brincadeiras e trabalhos.
fig 1. Sala de actividades
Relativamente à sala amarela verificamos que estava limpa, organizada, arejada e bem decorada através dos diversos trabalhos das crianças. A cada festividade ou mudança de estação, a sala, assim como todo o Infantário, era ‘enfeitado’ pelos trabalhos das crianças sobre a época em questão.
Relativamnte aos materiais verificamos que a variedade de materiais era quase nula, sendo nos explicado que isto devia-se à nova gripe que estava nos atacando. Contudo, todos os materiais apresentavam qualidade e segurança para a criança.

História de Natal

Decidimos começar o dia da nossa actividade contando uma história às crianças sobre o Natal, procurando acalmá-las, fazer uma introdução à época natalícia e à própria actividade.
É da salientar que tivemos muito cuidado na escolha da história que iríamos contar. Escolhemos a história de acordo com as características do grupo: as idades, as características do ambiente familiar, o contexto económico das famílias e, sobretudo, tivemos atenção pelas preferências e os interesses das crianças.
Ao contar a história procuramos usar a entoação adequada, sempre que achamos pertinente explicamos o significado das palavras que não conheciam, movimentamos o corpo, olhamos para as crianças, dando-lhes oportunidades de expressarem as suas opiniões.
É de salientar que, além da transmissão do conteúdo, procuramos com a história tentar aumentar o vocabulário das crianças, desenvolver o seu gosto pela leitura e fazê-las compreender a moral deste conto, desenvolvendo-lhes a confiança pelo lado do bem. Foi nosso objectivo que as crianças, através do imaginário e do fantástico, compreendessem o conteúdo moral da história, colaborando para a interiorização de valores e para a construção da ética e da cidadania das nossas crianças. Acreditamos que a história que contamos facultou o interesse das crianças para possíveis formas de participar e de estar no mundo, proporcionando a estruturação de alguns aspectos das suas personalidades.
Depois ter sido contada, foi nosso objectivo que as crianças recreassem ou recontassem a história, desenvolvendo diversas formas de linguagem, de comunicação e expressão de ideias e sentimentos. Achamos que as crianças gostaram muito da história, tendo sido criado um espaço para a alegria em que as crianças ficaram maravilhadas e concentradas no mundo da fantasia.

http://www.profala.com/artigopsicopedagogia5.htm

Relação entre as crianças

É fundamental proporcionar às crianças espaços onde possam desenvolver sentimentos de cumplicidade e inter-ajuda entre estas. É o educador que deve promover esta ligação entre as crianças, para que estas se sintam bem umas com as outras.
Verificamos que no Infantário NOSOLINI todas as crianças se davam bem umas com as outras, havia espaço de brincadeiras, afectividade, muita alegria e convívio. As crianças tinham uma relação de proximidade, brincando umas com as outras e partilhando diversos materiais.
Sobretudo durante os recreios verificamos que as crianças se abraçavam, riam, falavam, ajudando-se umas as outras. Não verificamos muitos conflitos entre crianças, estas davam-se, quase sempre, muito bem.
Note-se que as relações criadas no Infantário, principalmente as relações de afectividade criadas entre as crianças, são extremamente importantes na medida em que marcam emocionalmente e para toda a vida qualquer indivíduo.

Orientações Curriculares


As práticas do pré-escolar assentam, sobretudo, nos conhecimentos e na criatividade do educador. Como sabemos, a educação pré-escolar é, entre nós, o único subsistema educativo que não apresenta um currículo definido, fazendo com que a ideia do pré-escolar como um processo eminentemente educativo fosse, muitas vezes, esquecida.
As Orientações Curriculares foram implementadas de forma a que esta situação sofresse alguma alteração. No Infantário NOSOLINI reparamos que os educadores têm em conta o que está escrito nas Orientações Curriculares, baseando as suas práticas neste documento.
É de salientar que as Orientações Curriculares partem do pressuposto que é necessário valorizar o que as crianças já sabem como fundamentos para novas aprendizagens e ter em conta uma pedagogia diferenciada, centrada na cooperação, em que cada criança tenha a oportunidade de usufruir dos benefícios do processo educativo desenvolvido com o grupo. É importante que o educador observe, planeie, actue e avalie, de forma a adequar a sua prática às necessidades das crianças.
Além do que já foi dito, é de chamar atenção para o facto destas seguirem o sistema das áreas de conteúdos, nomeadamente: a área de formação pessoal e social, a área de expressão e comunicação e, por fim, a área de conhecimento do mundo. Estas áreas devem ser abordadas de uma forma globalizante e integrada e nunca de uma forma isolada.
http://www.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/25/Orientacoes_curriculares.pdf

Relação entre os profissionais


No que concerne a relação estabelecida entres os profissionais, reparamos que no Infantário D. LÍVIA NOSOLINI a relação entre os educadores e os restantes profissionais que, de uma forma ou de outra, exercem algum papel na educação das crianças é extremamente positiva.
Todos trabalham conjuntamente, procurando promover a integração adequada das crianças no contexto escolar, no espaço físico e no espaço social. Percebemos que toda a equipa trabalhava para o atingir dos mesmos objectivos, sendo sempre mantida uma comunicação aberta e um bom trabalho de equipa.
As relações entre educadores, auxiliares e pessoal não docente são fundamentais para a criação de um ambiente calmo e estimulante para a criança. Neste sentido, queremos salientar a importância da participação de todos os intervenientes no desenvolvimento das crianças, zelando pelo seu bem-estar e fazendo com que cresçam num ambiente adequado e harmonioso.
Os laços afectivos que são formados têm um efeito positivo no desenvolvimento das crianças, fazendo com que se sintam realmente importantes, felizes, aceites e seguras. Quando as relações são as mais adequadas, é criado um clima de alegria, um espírito de família e de confiança.

Linguagem e Comunicação no Jardim-de-Infância



Uma vez que, a educação pré-escolar é encarado como um marco fundamental no processo de desenvolvimento da criança são inquestionáveis o papel e a importância da linguagem como capacidade e veículo de comunicação e de acesso ao conhecimento sobre o mundo e sobre a vida pessoal e social.
Com base nas nossas observaçoes e prática, verificamos que as educadoras procuram encaminhar a criança para a construção da sua capacidade de comunicar e expressar-se. Era proporcionado à criança ambientes propícios para o desenvolvimento da linguagem, embora estes não fossem muito diversificados. O mais comum, realizado na sala de actividades era o conto de histórias e posteriormente o seu reconto por parte das crianças.
É de referir a existência de uma criança com necessidades educativas especiais, a qual, com base nas nossas observações, não lhe proporcionavam muitos momentos de desenvolvimento da linguagem, sendo esta, na maior parte das vezes, colocada de parte.
Através da actividade ‘conto e reconto’ de uma história procurou-se proporcionar momentos de aprendizagem da linguagem. Com a história pretendemos abrir as crianças para o diálogo connosco, criando uma interacção positiva para as actividades seguintes. Procuramos criar, em todos os momentos da nossa actividade, um processo de comunicação frequente com as crianças
É importante, nesta fase de vida das crianças, facultar diversas maneiras de desenvolverem a sua capacidade de comunicação verbal. Note-se que é durante a infância que devemos combater as assimetrias que afectam o desenvolvimento da linguagem nas crianças. Desta forma, se o educador não estimula as crianças ao nível da linguagem, mais tarde, estas terão problemas ao nível da mesma. Neste sentido, as crianças precisam de oportunidades para dialogar, para se expressarem, o que requer tempo e espaço por parte do adulto para as ajudar
No Infantário, observamos que as educadoras estimulam procuram estimular as crianças ao nível da comunicação, sendo também esse o nosso objectivo durante a realização das diversas actividades. As nossas conversas com as crianças, ao longo das actividades, permitiu-nos criar mais um dia de esforço positivo na comunicação e desenvolvimento das mesmas. Tentamos dialogar através de códigos simples, de forma a que as crianças entendessem o que lhes queríamos transmitir e pudessem exteriorizar e comunicar, de igual forma, os seus pensamentos.
http://sitio.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/779/Conhecimento_Lingua.pdf

Relação Infantário-Família

Tendo em conta as vantagens que se obtém duma relação estreita entre o Infantário e a família, decidimos oferecer a todos os pais ou encarregados de educação um cd com as fotos de todos os momentos que fizeram parte da nossa actividade.
Através do cd, as famílias têm oportunidade de observar como decorreu a actividade e qual foi metodologia utilizada, podendo estes perceber qual o progresso do seus filhos. Assim, os pais puderam estar atentos ao que os filhos fizeram, às suas atitudes e aos seus comportamentos.
Pretendemos, desta forma, favorecer o envolvimento das famílias na nossa actividade e modificar os padrões tradicionais das escolas em relação à interacção com as famílias das suas crianças, cuja que costuma ser muito reduzida e limitada.
Foi dos nossos objectivos primordiais alertar através deste blog, para a necessidade de modificações significativas nas atitudes em relação à importância do envolvimento parental na vida do Infantário. Nós, enquanto futuras profissionais na área da educação, temos que perceber que educadores e professores constituem um elemento chave no desenvolvimento de parcerias entre a escola e a família ou com a respectiva comunidade. Relações adequadas entre estas instâncias socializadoras vai facultar benefícios extremamente positivos para todos, nomeadamente crianças, pais e educadores. Quando a relação entre a escola e a família é de colaboração e ajuda, beneficiam as crianças, e também os pais e os educadores.
O Infantário deve abrir-se para a comunidade e esta estar preparada para a interligação entre ambas as instâncias, no sentido de serem capazes de, em conjunto, partilharem os seus saberes e competências e de reflectirem sobre as políticas educativas relacionadas com a realidade social em que as crianças estão inseridas.
Note-se que, cada vez mais, há necessidade dos educadores e professores estarem em sintonia com a necessidades e os interesses das famílias. Queremos salientar que a escola não vive sem a família e nem a família vive sem a escola, já que só através de uma correcta relação é que haverá a formação de um indivíduo saudável e estável, sendo este o nosso verdadeiro objectivo.
http://www.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/25/Orientacoes_curriculares.pdf

A música

Durante a realização da actividade colocamos música de fundo de Natal. Procuramos, desta forma, que a sala ficasse mais alegre e as crianças mais receptivas para o Natal.
Além do desenvolvimento da capacidade auditiva das crianças, a música exercita a capacidade de compreensão, de atenção e de análise das crianças. Tivemos o cuidado para que as músicas escolhidas estivessem relacionadas com o tema da nossa actividade e com o conteúdo a ser trabalhado, de forma a tornar a actividade mais agradável.
Decidimos valorizar a importância de proporcionar aos mais novos oportunidades de “contactarem” com a música. Contudo, é também do nosso objectivo chamar atenção para o facto desta não dever ser introduzida de forma rotineira e automática.
A música é uma importante atividade educacional dentro das salas de aula, já que permite o desenvolvimento da criatividade e de outras capacidades, aptidões e faculdades. É importante não esquecer do papel fundamental da música, como meio facilitador do processo de aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento cognitivo, linguístico, psico-motor, social e afectivo das crianças, ou seja, a formação global das crianças. A música na educação amplia o desempenho das crianças, estimulando e desenvolvendo a percepção, a memória e a inteligência.
A música, quando bem escolhida e de uma forma geral, favorece o desenvolvimento da socialização, a descarga emocional, a reacção motora, ao mesmo tempo que estimula a compreensão, a participação e a cooperação.
Grardner apresenta a música e a musicalidade como elementos intrínsecos para o desenvolvimento da inteligência do indivíduo e para a facilitação de qualquer aprendizagem, defendendo a existência de uma "inteligêcia musical".
A presença da música em actividades que lhes dêem prazer, vai levar que as crianças se expressem e demonstrem as suas emoções e os seus sentimentos, estabelecendo reacções com o ambiente em que vivem e desenvolvendo estas um sentimento de segurança e auto-realização, levando ao alívio de possíveis tensões que possam existir.É necessário que o professor desenvolva a música em vários momentos do dia, porém não de forma rotineira e automática. Devemos dar à criança oportunidade de viver a música, apreciando, cantando e criando som.
É necessário desenvolver a musicalidade com as crianças, durante os vários momentos da rotina do quotidiano, devido ao seu importante papel na construção das aprendizagens e da própria personalidade de cada crianças.

Descrição da nossa actividade

Depois de ter sido transmitida a ideia da história, o sentimento de afectividade e o espírito natalício, as crianças foram lanchar.
Enquanto estas lachavam, preparamos a sala para a nossa actividade. Nas duas mesas da sala colou-se moldes de natal juntamente com taças, que no seu interior continham vários bolinhas de papel crepe de várias cores e, ainda, algumas colas. À parte, montou-se uma pequena árvore de natal, a qual seria enfeitada com os moldes preenchidos pelas crianças. Quando as crianças regressaram do lanche, efectuamos a divisão das crianças em pequenos grupos. Colocaram-se cinco crianças em cada mesa. Posteriormente foi-lhes pedido que escolhessem livremente um molde e colassem as bolinhas de papel crepe, de modo a preencher o respectivo molde.
Saliente-se aqui que, muitas crianças manifestaram muito interesse em repetir a actividade, fazendo mais do que um molde. Enquanto umas crianças realizavam o seu trabalho, outras ficavam no tapete a visionar um filme, sendo a melhor opção para controlar toda a situação de aprendizagem.
Após todas as crianças terem concluido, pelo menos, um molde, reunimo-las no tapete e chamamos uma a uma, conforme o nome no molde, para que fossem elas mesmas a colocar o seu produto final (trabalho) na árvore de natal.
Foi possível verificar o encanto e dedicação das crianças na realização desta tarefa, respeitavam-se e solicitavam a nossa ajuda sempre que necessário.
Após a finalização dos efeitos na árvore de natal, preparou-se, com a ajuda da educadora, tinta para pintar as mãos das crianças, para que estas fixassem a sua marca numa estrela feita por nós. Esta actividade foi organizada da seguinte forma: todas as crianças estavam reunidas no tapete e quando solicitadas por nós, dirigiam-se até as tintas, onde era pintada a sua mão e depois esta era marcada na estrela. Posteriormente dirigiram-se à casa de banho, onde permanecia uma de nós, ajudando-as a lavarem as mãos.
No final, relembrou-se as actividades, questionando às crianças se tinham gostado, onde obtivemos um feedback positivo. Salientamos que, embora simples, as actividades foram realizadas com gosto, afeição, entusiasmo por parte das crianças. A escolha dos materiais e o tipo de actividades realizadas cativou a atençao destas.
Despedimo-nos com votos de um feliz Natal e distribuindo uma lembrança com bombons a todas as crianças.


Pré-escolar - Importância


A educação Pré-escolar procura proporcionar o desenvolvimento integral da criança através de experiências diversificadas que devem decorrer num ambiente estimulante, sendo considerada a primeira etapa da educação, processo que ocorre ao longo da vida.
Verificamos que o Infantário D. LÍVIA NOSOLINI reúne esforços contínuos e conjuntos, no sentido de visar um ambiente estimulante e, ao mesmo tempo, acolhedor, no qual ocorra aprendizagens significativas e experiências activas que visem o desenvolvimento de diferentes capacidades e aptidões.
Um dos objectivos primordiais, do Infantário em questão, é levar ao desenvolvimento pessoal das crianças, fomentado uma correcta educação para a cidadania e para a sociedade em que estão inseridas, no respeito pelas diferenças dos outros e características individuais de cada uma. Procura contribuir, de igual forma, para a igualdade de oportunidades, esforçando-se imenso para que todas as crianças aprendam imenso sobre o mundo que as rodeia, através de situações que permitam que as crianças observem, toquem, experimentem, cheirem e oiçam.
Tal como os educadores e todos os membros que exercem alguma função neste Infantário, ou de qualquer um, procuramos com a nossa actividade que todas as aprendizagens que pretendíamos que ocorressem fossem conseguidas com sucesso, proporcionado ocasiões de bem-estar e segurança, facultando o desenvolvimento físico, emocional, social, emotivo e intelectual das crianças.

Rotinas

“As rotinas desempenham um papel importante no momento de definir o contexto no qual as crianças se movimentam e agem actuando como organizadoras estruturais de experiências quotidianas. “ (Zabalza, 1998: 52)
Estas têm como fim principal proporcionar uma sequência de planeamento, trabalho e síntese de memória, proporcionando às crianças e aos educadores, um processo de ajudar relativamente ao planeamento, à execução de projectos, à tomada de decisões sobre a aprendizagem das crianças e à sua possibilidade de explorar.
As rotinas dão conforto às crianças, ajudando a que se desenvolvam de forma saudável e adequada. Quando os horários e as rotinas diárias são previsíveis e estão bem coordenadas em vez de estarem em constante mudança, as crianças se sentem mais seguros e confiantes.
No Infantário Nosolini reparamos que todas as crianças já tinham assimilado a rotina diária, participando nesta todos os dias. Sabiam o que ia acontecer no momento seguinte, as crianças estavam sintonizadas com o ritmo do seu próprio corpo e com o ritmo do dia. Desde o primeiro dia de actividades que todas as partes da rotina eram seguidas, dia-a-dia, sempre na mesma ordem, usando o nome de cada tempo. Sabendo o nome de cada uma das partes da rotina, as crianças dominavam o horário do jardim-de-infância como uma serie previsível de acontecimentos. A maior parte das crianças já não dependiam da educadora para lhes dizer o que ia acontecer depois. É importante salientar que as educadoras utilizavam um sinal para marcar o fim dos tempos, alertando as crianças alguns minutos antes do que iriam fazer depois.
As educadoras, no início do ano lectivo, tiveram que aprender e procurar responder ao horário diário de cada criança e, ao mesmo tempo, procurar desenvolver um horário diário global que se adaptasse a todas as crianças do grupo. Esta é uma das razões pela qual podemos verificar a importância do diálogo, da análise e das observações das crianças em grupo e individualmente para a planificação das actividades a desenvolver na creche ou no jardim-de-infância.